segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Missa é celebrada em Latim na antiga Matriz na cidade de Guarapari-ES

Essa celebração em latim chamasse Forma Extraordinária do Rito Romano, também conhecida como "Rito Tridentino", ritos estes típicos do Missal Romano, que foram publicados de 1570 até 1962. Todas estas edições tinham a indicação "ex decreto sacrosancti Concilii Tridentini restitutum".

A celebrando a Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, que é em latim, língua universal da Igreja Católica, vem mostrar aos jovens, a bela litúrgica que no Rito Extraordinário, como também uma maior adoração a Jesus Sacramentado. 

Segundo Padre Thiago Roney Sancio, no Rito Extraordinário o padre não está de costas para o povo, mas sim, o padre está de frente para Deus junto com o povo, porque a Missa é uma Sacrifício oferecido ao Pai.

Veja abaixo o vídeo da Tv Guarapari.


domingo, 8 de novembro de 2020

Maçonaria Inimiga da Igreja

O Centro Dom Bosco produziu esse excelente documentário onde mostra que no decorrer da História a Maçonaria sempre foi uma inimiga da Igreja Católica, sempre tentou destruí-la, pois enquanto a Igreja Católica é a Igreja do Deus que se fez homem. A Maçonaria é a igreja do homem que quer se fazer deus.

Temos também a Encíclica  Humanum Genus do Papa Leão XIII de 20 de abril de 1884 que fala sobre a Maçonaria. Leia aqui.

No parágrafo 2º da  Encíclica  Humanum Genus do PP Leão XIII diz: "Este reino dividido Sto. Agostinho penetrantemente discerniu e descreveu ao modo de duas cidades, contrárias em suas leis porque lutando por objetivos contrários; e com sutil brevidade ele expressou a causa eficiente de cada uma nessas palavras: "Dois amores formaram duas cidades: o amor de si mesmo, atingindo até o desprezo de Deus, uma cidade terrena; e o amor de Deus, atingindo até o desprezo de si mesmo, uma cidade celestial." Em cada período do tempo uma tem estado em conflito com a outra, com uma variedade e multiplicidade de armas e de batalhas, embora nem sempre com igual ardor e assalto. Nesta época, entretanto, os partisans (guerrilheiros) do mal parecem estar se reunindo, e estar combatendo com veemência unida, liderados ou auxiliados por aquela sociedade fortemente organizada e difundida chamada os Maçons. Não mais fazendo qualquer segredo de seus propósitos, eles estão agora abruptamente levantando-se contra o próprio Deus. Eles estão planejando a destruição da santa Igreja publicamente e abertamente, e isso com o propósito estabelecido de despojar completamente as nações da Cristandade, se isso fosse possível, das bênçãos obtidas para nós através de Jesus Cristo nosso Salvador. Lamentando estes males, Nós somos constrangidos pela caridade que urge Nosso coração a clamar freqüentemente a Deus: "Ó Deus, eis que Teus inimigos se agitam; e os que Te odeiam levantaram as suas cabeças. Eles tramam um plano contra Teu povo, e conspiram contra Teus santos. Eles disseram: 'vinde, destruamo-nos, de modo que eles não sejam uma nação"."

Pois bem se já em 1884 o PP Leão XIII, já condenou a Maçonaria, porque estão sempre a questionar isso, basta apenas obedecer a Encíclica  Humanum Genus, e mais nada. 

Episódio 1


Episódio 2


Episódio 3


Episódio 4

terça-feira, 3 de novembro de 2020

IDEOLOGIA DE GÊNERO - PAIS, SEUS FILHOS ESTÃO A PERIGO


Em 11 de novembro, o STF julga a ADI 5.668, que pretende impor a teoria de gênero em todas as escolas do país. Veja o que você pode fazer para proteger seus filhos.

O STF marcou para o dia 11 de novembro de 2020 o julgamento da ADI 5.668, impetrada pelo PSOL. Esta ação pretende impor a obrigatoriedade do ensino da teoria de gênero em todas as escolas do Brasil.

A Teoria de Gênero já foi amplamente rejeitada pela população brasileira, através dos legisladores dos quase 5.600 municípios, das 27 unidades federativas, do Congresso Nacional, e dos pais do Brasil inteiro que se mobilizaram para que esta ideologia não fosse aprovada no Plano Nacional de Educação (2014), Planos Estaduais de Educação (2015), Planos Municipais de Educação (2015) e na Base Nacional Comum Curricular - BNCC (2017). A rejeição democrática da teoria de gênero é massiva.

Histórico do gênero no Brasil

Em 2014, quando foi votado o Plano Nacional de Educação (PNE), tentou-se incluir a Teoria de Gênero como tema transversal em todo o currículo escolar. Quando os pais perceberam o que estava acontecendo, eles se dirigiram ao Congresso Nacional e explicaram para senadores e deputados que não queriam isso para seus filhos. Então o gênero foi removido do PNE.

Na sequência, tentou-se inserir o ensino do gênero nos Planos Estaduais de Educação das 27 Unidades Federativas do Brasil, com o pretexto de que, embora não houvesse sido incluído no Plano Nacional de Educação, tratava-se de uma meta do Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos e da Conferências Nacionais de Educação e por isso os estados deveriam incluí-la nos Planos Estaduais de Educação (PEE).

Novamente os pais dirigiram-se às assembleias estaduais e o gênero foi retirado de todos os currículos estaduais. Mesmo assim o Ministério da Educação tentou orientar os municípios de todo o Brasil para que a Teoria de Gênero fosse incluída desta vez nos Planos Municipais de Educação. Deu-se então o fato extraordinário de que os pais dos cerca 5.600 municípios brasileiros dirigiram-se aos vereadores de suas cidades e a ideologia de gênero foi rejeitada em praticamente todas as casas legislativas.

Ainda assim, ao ser apresentada em 2017 e 2018 a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ouve uma nova tentativa de incluir-se a Teoria de Gênero no curriculo das escolas nacionais. Os pais intervieram novamente e o MEC viu-se obrigado a retirar o gênero da BNCC. Nas audiências públicas abertas em todas as regiões do Brasil, quase a terça parte das intervenções os oradores se pronunciavam para manifestar a rejeição de pais e mestres à inclusão da ideologia de gênero na BNCC.

Foi então que o PSOL, incorformado com esta situação, impetrou em 2017 a ADI 5.668 no Supremo Tribunal Federal para exigir a obrigatoriedade do ensino da teoria de gênero no currículo de todas as escolas do Brasil. ignorando as decisões dos legisladores dos quase 5.600 municípios, das 27 assembléias estaduais, da Câmara e do Senado federais e dos pais de todo o país, que haviam democraticamente rejeitado a Teoria de Gênero para seus filhos.

O argumento do PSOL

A ação impetrada pelo PSOL afirma que todos estes pais e legisladores que se opuseram à inclusão da Teoria de Gênero no currículo escolar são ideólogos. Segundo afirma o texto da ADI 5668, ideologia é a negação de uma realidade manifesta. Negar um fato evidente com base em idéias configura uma ideologia.

Ora, segundo os autores, são fatos evidentes a existência de gays, lésbicas, transgêneros e travestis, e também que estes cidadãos sofrem discriminação por causa de suas orientações sexuais. Estas pessoas, ademais, frequentam as escolas. Desconsiderar estas realidades e não fazer caso para a discriminação daí decorrente, portanto, configuraria ideologia.

Reconhecer, em vez disso, a pluralidade de gêneros e com base nisto combater a discriminação por gênero seria uma realidade científica. Portanto, devido ao preceito constitucional que veda todo tipo de discriminação e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação que, seguindo a Constituição, propõe o combate à discriminação como um dos objetivos da educação nacional, o PSOL pede que os Ministros do STF imponham a obrigatoriedade da inclusão da Teoria de Gênero no currículo escolar.

O argumento da ADI, porém, está equivocado porque este não é o conteúdo da Teoria de Gênero. A teoria pretende desconstruir a heterossexualidade, a qual é denominada por ela de heteronormatividade, afirmando que nenhuma orientação sexual tem base biológica, mas é apenas uma construção arbitrariamente imposta sobre as pessoas. Com isto pretende- se descontruir a identidade sexual das pessoas e, a partir daí, destruir as próprias bases em que se sustenta a instituição famíliar.

O que é a Teoria de Gênero

A Teoria de Gênero afirma que ninguém nasce homem ou mulher, mas deve aprender construir sua própria identidade de gênero, em vez de recebê-la como algo arbitrariamente imposto a partir de seus órgãos sexuais. O gênero deveria ser uma construção pessoal, não um papel imposto pela sociedade, e ninguém deveria ser identificado a priori, já desde o nascimento, como “homem” ou “mulher” mas, em vez disso, deveria ser auxiliado pela escola a construir cada qual a sua própria identidade.


Homem e mulher seriam apenas papeis sociais inventados dos quais a maioria das pessoas deveriam ser libertados. Se há quem se sinta bem no papel de homem ou mulher, isto deve-se ao fato de terem sido assim ensinados desde a mais tenra infância. Em vez deste modelo educacional, cada criança deveria ser progressivamente levada à experiencia das mais variadas formas de expressão sexual, até adaptar-se por si mesma a algum gênero já existente ou construir outro gênero novo que seja mais próprio para si mesmo.

Em um horizonte mais distante, a finalidade última seria a completa desconstrução da heterossexualidade ou, como a teoria prefere nomeá-la, da heteronormatividade, até reconstruir a sociedade em uma nova estrutura não mais baseada na família tradicional ou, como preferem chamá-la, na família patriarcal.

Portanto, a Teoria de Gênero que pretendem impor aos nossos filhos não diz respeito ao combate ao preconceito, mas à desconstrução da identidade sexual. Se nós, pais e mães, não nos mobilizarmos, a partirde fevereiro do próximo ano de 2021 nossos filhos serão progressivamente educados na Teoria de Gênero, com resultados desastrosos.

Conseguem pais e mães imaginar o que se passa na cabeça de seusfilhos quando no colégio lhe dizem que ele não nasceu homem nem mulher, mas que eles pode transformar sua identidade sexual segundo o seu desejo?Quando a escola ensina a suas filhas que elas podem namorar com a sua melhor amiga, que isso é normal e que todas as crianças devem experimentartodas as formas de sexualidade possíveis até encontrarem um gênero para si mesmas?

 Pois isto é a teoria de gênero, e sua entrada no sistema educacional começa pela introdução dos conceitos de gênero, identidade de gênero e orientação sexual.

Hoje, em que o gênero ainda não é lei, já há várias creches no Brasil onde as prefeituras exigem dos que têm as concessão de funcionamento que não mais possuam banheiros masculino e feminino separados, mas que as crianças usem todas o mesmo banheiro comum.

Exigem também que os meninos tenham que brincar de boneca e as meninas tenham que jogar bola, e posteriormente serão incentivadas a experimentarem o namoro de meninos com meninos e um variado leque de diversas experiências sexuais, até obter uma gradativa descontrução de sua identidade sexual. Isto sim é ideologia, pois inúmeros estudos científicos mostram haver diferença de comportamento nas crianças segundo suas diferenças sexuais logo após o nascimento, antes que elas possam ter entrado em contato com a cultura.

O que os pais devem fazer

A Constituição rasileira afirma que todo poder emana do povo, que é representado pelo Congresso eleito pelos cidadãos. Por este motivo, utilize as redes sociais para falar com os congressistas. Fale em nome de seu filho. O Congresso possui as prerrogativas constitucionais para defender-se da intromissão dos demais poderes nas prerrogativas exclusivas do Poder legislativo.

Recomenda-se gravar um vídeo dirigido aos deputados, curto mas objetivo, posicionando-nos contra a obrigatoriedade do ensino da teoria de gênero nas escolas e pedindo para que os parlamentares votem imediatamente o Projeto de Lei 4.754/2016, que caracteriza a usurpação de competência exclusiva do Poder Legislativo por parte dos Ministros do Supremo Tribunal Federal como crime de responsabilidade passível de impeachment.

Nesta época de eleições em que o Congresso está parcialmente inativo, este vídeo poderia ser postado preferencialmente no Instagram. Mais abaixo podem ser encontrados alguns videos já gravados por outros pais que podem servir de referência.

Na sequência, conviria comentar o próprio vídeo e incluir o endereço do Instagram dos deputados federais (por exemplo, @FulanoDeTal). Em anexo pode encontrar-se uma lista com as direções de Instagram dos deputados federais atualmente em exercício. Ao marcarmos um comentário do Instagram com os endereços de alguns deputados, o próprio Instagram irá encaminhar o vídeo e a mensagem ao Instagram do deputado marcado. Não deixe de incluir na postagem a seguinte hashtag: #aprovapl4754.

Devido à época de eleições e à proximidade do julgamento da ADI 5668, convém priorizar o contato com os parlamentares através de vídeo e mensagem de Instagram. Quem não possui uma conta de Instagram não deveria encontar dificuldade em abrir uma. Mas não deixe de manifestar-se também através do e-mail, telefone e das demais redes sociais. 

Fonto: brasilsemmedo


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Indulgências Plenárias para os fiéis defuntos foram prorrogadas para todo o mês de novembro de 2020


O Decreto sobre as Indulgências Plenárias é válido para todo o mês de novembro, dedicado aos defuntos. O documento responde aos pedidos dos bispos a fim de evitar aglomerações por causa da pandemia de coronavírus.

É o que afirma o Decreto da Penitenciaria Apostólica sobre as Indulgências Plenárias publicado, nesta sexta-feira (23/10), assinado pelo penitencieiro-mor, cardeal Mauro Piacenza, e pelo regente do dicastério, mons. Krzysztof Nykiel, válido para todo o mês de novembro, dedicado aos defuntos. O documento responde às súplicas dos bispos que, por causa do coronavírus, pediram para “comutar as obras piedosas a fim de alcançar as Indulgências Plenárias aplicadas às almas do Purgatório, de acordo com o Manual de Indulgências”.

 Rezar pelos falecidos

O organismo vaticano, por mandato especial do Papa Francisco, estabeleceu e decidiu que, este ano, para evitar aglomerações onde forem proibidas, a Indulgência Plenária para aqueles que visitam um cemitério e rezam pelos defuntos, ainda que apenas mentalmente, de norma estabelecida apenas de 1° a 8 de novembro, pode ser transferida para outros dias do mesmo mês até seu término. Tais dias, escolhidos livremente pelo fiel, também podem ser separados uns dos outros.

 A Penitenciaria Apostólica decretou que a Indulgência Plenária de 2 de novembro, estabelecida por ocasião da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos para aqueles que visitam piedosamente uma igreja ou um oratório e ali rezam o “Pai-Nosso” e o “Credo”, pode ser transferida não apenas para o domingo precedente ou seguinte ou para o dia da Solenidade de Todos os Santos, mas também para outro dia do mês de novembro, à livre escolha de cada fiel.

Os idosos, os doentes e todos aqueles que por motivos graves não podem sair de casa, por exemplo, por causa das restrições impostas pela autoridade competente para o tempo de pandemia, a fim de evitar que um grande número de fiéis se aglomere nos lugares sagrados, poderão obter a Indulgência Plenária desde que, unindo-se espiritualmente a todos os outros fiéis, completamente distantes do pecado e com a intenção de cumprir o mais rápido possível as três condições habituais (confissão sacramental, Comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Santo Padre), rezem orações piedosas pelos falecidos diante de uma imagem de Jesus ou da Bem-aventurada Virgem Maria, como por exemplo, Laudes e Vésperas do Ofício dos Defuntos, o Rosário Mariano, o Terço da Divina Misericórdia, outras orações pelos mortos queridos dos fiéis, façam a leitura meditada de uma das passagens evangélicas propostas pela liturgia dos defuntos ou uma obra de misericórdia oferecendo a Deus as dores e dificuldades da própria vida. 

Celebrar a missa três vezes no Dia de Finados

Segundo o Decreto, para obter mais facilmente a graça divina através da caridade pastoral, a Penitenciaria pede fervorosamente a todos os sacerdotes, dotados das faculdades oportunas, para se oferecerem generosamente para a celebração do Sacramento da Penitência e administrarem a Sagrada Comunhão aos enfermos. 

Com relação às condições espirituais para obter plenamente a Indulgência, o organismo vaticano lembra que é preciso recorrer às indicações já emitidas na nota “Sobre o Sacramento da Penitência na atual situação de pandemia”, emitida pela Penitenciaria Apostólica em 19 de março de 2020.

 Como as almas do Purgatório são ajudadas pelos sufrágios dos fiéis e especialmente pelo sacrifício do Altar agradável a Deus, todos os sacerdotes são fortemente convidados a celebrar a missa três vezes no dia da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, de acordo com a Constituição Apostólica “Incruentum Altaris”, emitida pelo Papa Bento XV, em 10 de agosto de 1915.  

 Piacenza: com a morte, a vida não é tirada, mas transformada

Entrevista de Gabriella Ceraso ao penitencieiro-mor, cardeal Mauro Piacenza, a propósito do Decreto da Penitenciaria Apostólica sobre as Indulgências Plenárias.

Em entrevista ao Vatican News, o penitencieiro-mor, cardeal Mauro Piacenza, se detém nos detalhes das novidades introduzidas pelo novo Decreto “a fim de evitar aglomerações onde são proibidas” e sobre as referências particulares contidas no documento em relação aos doentes e idosos, mas também aos sacerdotes, todos protagonistas, de formas diferentes, deste período extremamente difícil.

Cardeal Piacenza: A tradição codificada é a da indulgência plenária em cada dia do Oitavário de 1° a 8 de novembro, para todos aqueles que visitam os cemitérios, rezando pelos defuntos, e em 2 de novembro, a visita a uma igreja ou oratório recitando o Pai-Nosso e o Credo. Este é o padrão. A partir daí, levamos em consideração as normas emitidas pelas diversas autoridades civis dos vários Estados, a fim de limitar aglomerações neste tempo de pandemia. Muitos presidentes das Conferências Episcopais nos perguntaram o que fazer para atender às necessidades dos países onde esta devoção é muito vivida, na verdade, é talvez aquela com o maior número de confissões e comunhões durante o ano. Então, o que fazer se não podemos sair de casa ou se a saída é fortemente limitada? Por esta razão, considerando que em muitos lugares a comemoração dos defuntos é muito sentida e se expressa sobretudo na Santa Missa e na visita aos cemitérios, pensou-se em diluir no tempo a possibilidade de usufruir das indulgências e assim, durante todo o mês de novembro, será possível adquirir o que era previsto para os primeiros 8 dias de novembro. Então, as pessoas poderão adiar as visitas sem criar uma multidão. Recordamos que a indulgência lucrativa no dia 2 de novembro na igreja pode ser adquirida em qualquer dia do mês, e esta é a segunda nova possibilidade, a segunda abertura que introduzimos, com a oração do Pai-Nosso e do Credo, deixando a livre escolha do dia aos fiéis.

Um pensamento especial no Decreto dirige-se aos doentes e aos idosos, em que termos?

Cardeal Piacenza: Quem não pode sair, talvez porque está em isolamento ou porque está doente, poderá obter a indulgência rezando diante de uma imagem de Nosso Senhor ou da Bem-aventurada Virgem, rezando, por exemplo, as Laudes, as Vésperas do Ofício dos Defuntos, o Rosário, o Terço da Divina Misericórdia ou orações mais usuais para cada tradição, ou também fazer uma leitura meditada do Evangelho de uma das três Missas previstas para os fiéis falecidos e, por fim, oferecer obras de misericórdia. Quanto ao resto, as indicações são as já emitidas pela Penitenciaria em 19 de março passado, por exemplo, no caso de doentes graves, na nota que apontava para a possibilidade de uma assistência mais próxima aos doentes, mesmo sem presença física.

O decreto se dirige também aos sacerdotes para os quais são fornecidas recomendações específicas...

Cardeal Piacenza: Sim, há um pensamento particular também para os sacerdotes que convidamos a uma disponibilidade mais ampla possível, já que a maior riqueza que temos para o sufrágio dos defuntos é a Santa Missa. Desde 2 de novembro de 1915, por uma Constituição de Bento XV, os sacerdotes têm a faculdade de celebrar três Santas Missas. Então nós os exortamos, na medida do possível, a celebrar as três, mesmo porque mais missas significa menos aglomerações e esta poderia ser uma forma de ajudar os fiéis. Os sacerdotes também são exortados a serem generosos no Ministério das Confissões e a darem a Sagrada Comunhão aos enfermos, de modo a terem mais disponibilidade para sufragar os seus defuntos, senti-los próximos, ir ao encontro de todos esses nobres sentimentos que compõem a Comunhão dos Santos.

Como os fiéis podem ser ajudados a viver intensamente a comemoração dos mortos, mas também a Solenidade de Todos os Santos?

Cardeal Piacenza: Algumas pessoas se acostumaram um pouco às celebrações na televisão, e embora isso seja uma coisa boa, especialmente para os idosos que não podem sair, pode marcar um certo descontentamento com a presença nas celebrações. Há, portanto, uma busca nos bispos a fim de implementar todas as soluções possíveis para trazer as pessoas de volta à Igreja sempre com respeito por tudo o que precisa ser feito para a situação particular na qual infelizmente nos encontramos. Agora, a Solenidade de Todos os Santos é também uma solenidade educativa para as famílias que muitas vezes comemoram os mortos juntos.

Há uma forte ligação entre essas duas celebrações...

Cardeal Piacenza: São muito unidas, juntas formam a festa do ser a família de Deus. No Paraíso há todos os santos canonizados que conhecemos, mas também há muitos rostos que não conhecemos, que viveram uma vida cristã, em silêncio, sem nenhum clamor e nos quais os holofotes deste mundo não foram colocados. Assim, com todos eles, parentes, amigos, vizinhos que fazem parte da família no céu, a pessoa se encontra na família de Deus. Há uma bela passagem de Isaías que diz que Deus escreveu o nosso nome na palma de sua mão, para dizer como Ele nos mantém próximos, e a Solenidade de Todos os Santos expressa tudo isso. E mais, todos os nossos mortos podem estar no povo do Paraíso. Assim, a Solenidade dos Santos é uma abertura de visão que, acompanhada pela comemoração dos defuntos e pela visita aos túmulos, nos dá uma noção do vínculo. Com a morte, a vida não é tirada, mas transformada e nós mantemos uma relação com quem morre, uma relação que não é mais física, mas é uma relação real, talvez ainda mais real, porque não há nem mesmo o limite de tempo e espaço. Na Comunhão dos Santos a pessoa que passou para a eternidade pode estar num vínculo muito especial conosco que estamos aqui. Por isso, acredito que este é outro aspecto que não devemos perder ou melhor reinventar onde está um pouco opaco.

No pensamento de nossos defuntos, traduzimos toda nossa fé em Cristo ressuscitado: é nossa esperança que os irmãos atualmente não visíveis entre nós estejam em comunhão com o Senhor. Somos chamados nestes dias a reacender nossa certeza na glória e na bem-aventurança eterna, e pedimos com humildade e confiança o perdão para aqueles que nos deixaram, para as suas pequenas ou grandes faltas, aqueles que já estão salvos no amor de Deus, e renovamos nosso compromisso de fé. Afinal, o Paraíso é a casa dos servos fiéis. Todos nós poderemos um dia viver felizes na luz de Deus, desde que tenhamos acreditado não apenas em palavras, mas também em obras. Este é o pensamento que eu gostaria de deixar.

Fonte: www.vaticannews.va

domingo, 1 de novembro de 2020

A comemoração de todos os Santos e o dia de Finados

 

A “Festum Omnium Sanctorum”, hoje celebrada como uma solenidade na liturgia da Igreja Católica, no dia 01 de novembro, tem seu ponto alto no ano 609 ou 610, quando o Papa Bonifácio IV sacralizou o pagão Panteão Romano.  Até então, o Panteão era dedicado a todos os deuses romanos, porém, foi dedicado à Virgem Maria e todos os mártires. Sobre esta dedicação escreveu o francês Jean Markale: “Os deuses romanos cederam seu lugar aos santos da religião vitoriosa”. Em Antioquia, no primeiro domingo após a Solenidade de Pentecostes, desde o século IV, era celebrada esta festa, fechando assim o ciclo litúrgico da Páscoa. As Igrejas Católicas Oriental e Ortodoxas mantém em seus calendários esta antiga tradição. Somente no ano 835, o Papa Gregório IV declarou esta comemoração para toda a Igreja.

Há uma ligação desta solenidade com a comemoração dos fiéis defuntos a 02 de novembro. Celebravam-se os inúmeros mártires que morreram no mesmo dia e no mesmo lugar, pelo fato de adorarem Cristo Salvador e Ressuscitado. Estes são considerados santos, conforme Ap 7, 9.13-14: “9.Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, 13.Então, um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: “Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm?”. 14.Respondi-lhe: “Meu Senhor, tu o sabes”. E ele me disse: “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.”

Quanto ao “Die mortuorum fidelium”, isto é, o dia dos fiéis defuntos, ou dia de finados, oferecemos orações, sacrifícios e comunhão como uma belíssima e perfeita obra de caridade para aqueles que estão no purgatório e precisam de nós para ingressarem no céu. Assim, tornar-se-ão santos, onde intercederão por nós, habitantes deste vale de lágrimas. Lembremo-nos sempre de rezar pelas almas do purgatório que não podem fazer nada por si próprias. Ensinemos às outras gerações à fazer o mesmo. Pode ser que, depois da nossa morte, se estivermos no purgatório e alguém se lembrar de nós, com orações e missas, consigamos ir para o céu. Do contrário, estaremos sujeitos a permanecer no purgatório até a segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo que virá para julgar os vivos e os mortos.

Nos ensina a doutrina da Igreja no Catecismo, nº 2013: “Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito (Mt 5, 48). Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que […] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos.”

O que acalenta nossos corações neste ano de 2020 é a esperança na ressurreição. Devemos encarar a irmã morte como aquela que nos permitirá contemplar Nosso Senhor Jesus Cristo face a face. Preparar para a santa morte é viver os ensinamentos cristãos com fé e não distanciar-se dos sacramentos. O desejo de ir para o céu é uma grande virtude, no entanto, não basta querer. Temos que fazer por onde. Não basta a fé, acompanha esta esplendorosa virtude as boas obras que constituem o amor a Deus e ao próximo.

Para este ano, foi sugerido que, sendo possível, não obrigatório, cada comunidade plantasse uma árvore, símbolo da vida, cujo madeiro formou-se a cruz, significando a Vitória de Cristo e nossa sobre a morte.

Muitos têm o costume de ir ao cemitério, ir à missa e colocar intenções pelos fieis falecidos. Tudo isto é muito louvável. A Igreja oferece a indulgência plenária que vai do dia 1º até o dia 8 de novembro. Neste ano, em função da Pandemia, o Papa Francisco estendeu a indulgência por todo este mês de novembro. Assim, não é necessário querer fazer tudo e apenas no dia 02, dia de finados.

Para se lucrar Indulgência Plenária (só aplicada aos defuntos), neste período, seguimos as condições costumeiras: Visitar o Cemitério ou aos que não irão, uma piedosa visitação à Igreja, confissão sacramental (que o fiel esteja em estado de Graça), comunhão eucarística e rezar nas intenções do Sumo Pontífice (o Papa) o Credo e um Pai Nosso, ou um Pai Nosso e uma Ave Maria, ou qualquer outra oração conforme inspirar a devoção.

Rezemos para que as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz. Pedimos a todos os santos que intercedam por nós.


Pe. Marcos Paulo Pinalli da Costa

Do Clero  da Diocese de Campos – RJ.